Palestra e plantio de árvore marcam comemoração dos 10 anos da Engenharia Florestal
  • Terça-feira, 19 de Setembro de 2017 as 15h 17m
  • Terça-feira, 19 de Setembro de 2017 as 15h 22m
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  • Por Samuel Lima | Publicado: Terça, 19 de Setembro de 2017, 11h27

Palestra e plantio de árvore marcam comemoração dos 10 anos da Engenharia Florestal

Momento do plantio de uma árvore, em alusão ao Dia da Árvore (21 de setembro) e comemorando os 10 anos do curso (Foto: Valney Valdevino/Divulgação)

O plantio de uma árvore e uma palestra com um dos primeiros engenheiros florestais do Brasil, o professor sênior da Universidade Federal do Paraná, Dr. Sebastião do Amaral Machado, marcaram o início das comemorações dos dez anos do Curso de Engenharia Florestal, do Câmpus da UFT em Gurupi. Machado é pesquisador de nível 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e falou de sua carreira acadêmica e também detalhes da implantação dos primeiros cursos de Engenharia Florestal do Brasil no Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Machado frisou que a intenção de criação de um curso de Engenharia Florestal no Brasil remota à década de 20 (1928, segundo ele), mas que a efetivação mesmo só ocorreu 30 anos mais tarde, em 1958, por atuação intensa do professor Paulo Ferreira de Sousa. "A primeira escola foi criada em 1960 e foi planejada para ser no Rio de Janeiro, na Escola Nacional de Agronomia e Veterinária; depois seguiu para Viçosa (MG) e após para Curitiba (PR), e assim foram sendo criadas as escolas", contou, ressaltando que foi na capital paranaense que o curso registrou o primeiro passo rumo ao ensino stricto sensu, com mestrado e doutorado, nos anos de 1972 e 1982, respectivamente. "Hoje temos, em todo o país, 27 cursos de pós-graduação stricto sensu na área de Engenharia Florestal", comemora.

O diretor do Câmpus de Gurupi, professor Gil Rodrigues, destacou a importância do curso para o Estado do Tocantins. "A Engenharia Florestal é uma demanda crescente porque existem estudos em regiões de clima mais ameno. Mas em áreas tropicais os estudos são mais escassos, daí o papel importante do curso em ajudar na implantação, de forma sustentável, em áreas tropicais, além de auxiliar em florestamento e reflorestamento; há também grande demanda para a recuperação de áreas degradadas e de recursos hídricos - todos setores onde o profissional engenheiro florestal pode atuar", pontua.


Professor Dr. Sebastião Machado falou de sua carreira acadêmica e da criação dos cursos pelo Brasil (Foto: Valney Valdevino/Divulgação)

Machado frisou que a intenção de criação de um curso de Engenharia Florestal no Brasil remota à década de 20 (1928, segundo ele), mas que a efetivação mesmo só ocorreu 30 anos mais tarde, em 1958, por atuação intensa do professor Paulo Ferreira de Sousa. "A primeira escola foi criada em 1960 e foi planejada para ser no Rio de Janeiro, na Escola Nacional de Agronomia e Veterinária; depois seguiu para Viçosa (MG) e após para Curitiba (PR), e assim foram sendo criadas as escolas", contou, ressaltando que foi na capital paranaense que o curso registrou o primeiro passo rumo ao ensino stricto sensu, com mestrado e doutorado, nos anos de 1972 e 1982, respectivamente. "Hoje temos, em todo o país, 27 cursos de pós-graduação stricto sensu na área de Engenharia Florestal", comemora.

O diretor do Câmpus de Gurupi, professor Gil Rodrigues, destacou a importância do curso para o Estado do Tocantins. "A Engenharia Florestal é uma demanda crescente porque existem estudos em regiões de clima mais ameno. Mas em áreas tropicais os estudos são mais escassos, daí o papel importante do curso em ajudar na implantação, de forma sustentável, em áreas tropicais, além de auxiliar em florestamento e reflorestamento; há também grande demanda para a recuperação de áreas degradadas e de recursos hídricos - todos setores onde o profissional engenheiro florestal pode atuar", pontua.

Ainda segundo o diretor, os egressos do curso também podem contribuir para a conservação da biodiversidade (fauna e flora), assim como atuar no manejo de florestas e bacias hidrográficas, na indústria madeireira e na produção de energia a partir de biomassas. "São ferramentas que fazem parte da função do engenheiro ambiental". Rodrigues pontuou que no Câmpus já existe um programa de pós-graduação stricto sensu (mestrado) e "já há perspectivas futuras para a criação de um doutorado na área", revelou.

O presidente do Centro Acadêmico, o estudante Wendel Marciano Freitas Lima dos Santos, disse que o evento de comemoração dos dez anos do Curso é importante para afirmação da própria graduação. "Estamos registrando uma boa participação de estudantes, professores e técnicos, além da vinda do professor Doutor Sebastião, com toda a sua experiência na área", pontuou.

Programação

Na parte da tarde desta terça-feira, segundo a programação do evento, ocorrerá uma mesa-redonda com egressos da primeira turma de formandos do curso. Confira, no quadro abaixo, a programação completa do evento:


19 de Setembro

Horário Atividade

14h Mesa-Redonda com Egressos da primeira Turma de Formandos em Engenharia Florestal da UFT

18h Confraternização

20 de Setembro

8h Workshop - Palestra com Empresas do Setor Florestal e Convidados sobre atuação
profissional do Engenheiro Florestal

11h Encerramento

UFT - Campus Universitário de Gurupi - TO
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